Histórico


Votação
 Dê uma nota para meu blog


Outros sites
 Unilasalle
 Revista Época
 YouTube
 Melhor Idade
 Idade Certa
 Piaget e o desenvolvimento da criança
 Como escolher a escola certa?


 
Idade Escolar


Digamos que você decidiu colocar seu filho na escola...

E agora? Como escolher a "escola certa"?

Crianças nascem com personalidades distintas, que precisam ser moldadas e adaptadas ao seu convívio social.

Muitas crianças, pela sua rebeldia, temperamento forte, falta de educação adequada ou por influências externas precisam de uma educação mais rígida.

Já outras são mais introspectivas ou criativas e precisam de locais adequados para desenvolver suas capacidades.

O fundamental é entender as necessidades de cada indivíduo.

Por isso existem escolas com diferentes linhas pedagógicas:

Tradicional:

A linha tradicional de ensino alastrou-se no século XVIII, a partir do Iluminismo, e tinha por objetivo universalizar o acesso do indivíduo ao conhecimento. Foi considerada não-crítica e ultrapassada nas décadas de 60 e 70, mas ainda tem muita importância para os educadores. Seus defensores enfatizam que não há como formar um aluno crítico e questionador sem uma base sólida de informação.

As escolas que seguem esta linha pedagógica privilegiam a transmissão do conteúdo. O professor, cuja função é transmitir conhecimento e informações para os alunos, é o guia do processo educativo. Escolas que seguem esse modelo tendem a ser rígidas em relação à disciplina.
O sistema de avaliação das escolas tradicionais mede a quantidade de informação absorvida pelo aluno. Essas escolas tendem a prepará-los para o vestibular desde o início do currículo escolar.

Construtivista:

A teoria de aprendizagem, desenvolvida pelo filósofo Jean Piaget (1896-1980), propõe que o conhecimento resulta da interação de uma inteligência sensório-motora com o ambiente. O estudo demonstrou que uma criança aprende espontaneamente, organizando os dados do exterior a partir dos quais vai construindo seu conhecimento, não é um “ser” moldado pelo professor.

Noções como proporção, quantidade, causalidade, volume e outras, surgem da própria interação da criança com o meio em que vive. Uma aluna de Piaget, Emilia Ferrero, ampliou a teoria para o campo da leitura e da escrita e concluiu que a criança pode se alfabetizar sozinha, desde que esteja em ambiente que estimule o contato com letras e textos.
......
Essa teoria de aprendizagem chegou ao Brasil na década de 70, quando foram criadas algumas escolas experimentais ou alternativas. Hoje já existem várias escolas utilizando este método. A proposta dá prioridade aos conhecimentos que a criança traz consigo, buscando fazer com que esses saberes sejam aprofundados, reconstruídos em diferentes momentos e de diversas formas.
......
Mais do que uma linha pedagógica, o construtivismo é uma teoria psicológica que busca explicar como se modificam as estratégias de conhecimento do indivíduo no decorrer de sua vida.
......
O professor tem o papel de coordenar as atividades, perceber como cada aluno se desenvolve e propor situações de aprendizagem expressivas. A informação e o conteúdo são fundamentais, mas o processo pelo qual o aluno chega a eles e como estabelece relações e comparações é o mais importante. Dessa maneira, as escolas acreditam que formam crianças mais críticas, opinativas e investigativas. As disciplinas estão voltadas para a reflexão e auto-avaliação, portanto a escola não é considerada rígida.

Montessoriana:

Desenvolvida por Maria Montessori (1870-1952), a teoria do desenvolvimento infantil parte do pressuposto de que a criança é dotada de infinitas potencialidades. De acordo com a visão montessoriana, a criança deve ser incentivada a desenvolver um senso de responsabilidade pelo próprio aprendizado e o ensino deve ser ativo.
......
As escolas que seguem essa linha levam muito em conta a personalidade de cada criança, e enfatizam as experiências e o manuseio de materiais para obter a concentração individual e o aprendizado. São propostos trabalhos voltados para atividades motoras e sensoriais que aproximem o aluno da ciência, da arte e da música.
.....
Na relação entre professor e aluno, as atividades são sugeridas e orientadas, deixando que a própria criança se corrija, adquirindo assim maior autoconfiança. O educador é um guia que remove obstáculos da aprendizagem, localiza e trabalha as dificuldades de cada criança. No aprendizado de números, por exemplo, a teoria não é o ponto de partida, o orientador utiliza pequenas barras coloridas, que possibilitam à criança visualizar relações e proporções.

Waldorf:

Essa linha pedagógica surgiu a partir de 1919, em conferências do filósofo Rudolf Steiner (1861-1925) sobre educação. O método baseia-se nos três eixos de desenvolvimento da criança: físico, social e individual. Sua proposta é baseada no movimento da criança, na atividade motora. São contra o uso da televisão e de brinquedos industrializados, preferem dar aos alunos pedaços de madeira para que eles os transformem em brinquedos.

Os alunos são divididos por faixas etárias e não por série. São contra também a alfabetização antes dos sete anos de idade. Não há repetências e os professores guiam uma mesma turma durante um ciclo de sete anos.
......
A relação da entidade com a família é intensa. As escolas que seguem essa linha têm princípios mais radicais e esperam dos pais uma postura sintonizada com a sua filosofia educacional.

Como escolher?

A verdade é que existem diferentes formas de educar. O principal é desenvolver a potencialidade de cada criança e formar pessoas respeitosas, honestas, competentes e confiantes na sua capacidade de enfrentar os desafios da vida. Conservadoras ou liberais, as escolas precisam colocar em prática as teorias que pregam. Na hora da decisão, o casal deve visitar as instituições de seu interesse acompanhado dos filhos, pois é necessário que as crianças se identifiquem com a escola para que tenham sucesso em sua formação.

CLIQUE AQUI E PARTICIPE DAS ATIVIDADES



Escrito por Lívia Costa às 18h01
[] []



 

"As crianças parecem tão novinhas e indefesas! Será que a escola vai conseguir entender e atender às suas necessidades?"

Segundo a Pedagogoa Lucy Casolari, a segurança com relação a enviar seu filho à escola está no equilíbrio entre o ponto emocional e o racional.

No emocional, bate a insegurança.

Já no racional, o que pesa são motivos como: a participação da mulher no mercado de trabalho, correrias do dia-a-dia, o aumento da oferta de creches e escolas, a ansiedade quanto ao futuro dos filhos e etc.

Para Lucy, uma resposta única e definitva não existe, a decisão depende da análise de alguns aspectos importantes.

Sabe-se hoje da importância dos primeiros anos no desenvolvimento infantil.

Segundo Jean Piaget "A educação deve possibilitar à criança um desenvolvimento amplo e dinâmico desde o período sensório- motor até o operatório abstrato", ou seja, desde os 0 à 12 anos de idade.

A função socializadora da escola de educação infantil é fundamental para as crianças.

É na escola que as crianças, principalmente as que não têm convívio com outras, aprendem a ceder, emprestar, negociar, esperar, cooperar...Habilidades que normalmente não se desenvolvem no espaço doméstico. 

 



Escrito por Lívia Costa às 00h00
[] []



Continuando com o tema Qual a idade ideal para ir à escola? proponho a vocês uma análise da entrevista feita pela Edição de n° 495 da Revista Época em 12 de novembro de 2007, com o best-seller Steve Biddulph:

"ESCOLA ANTES DOS 3 ANOS É UM ERRO"

ÉPOCA – Estudos dizem que as crianças devem ir para a escola quanto antes. Por que o senhor discorda?
Steve Biddulph
– Bebês não foram feitos para ir à escola nem para ser cuidados em grupo. Eles crescem e aprendem melhor quando têm um ou dois adultos cheios de amor exclusivo. Minha pesquisa é clara nesse sentido: até os 3 anos de idade da criança, é a família que tem condições de interagir com ela para um bom desenvolvimento cerebral. Ou seja, com intensidade e sintonia. É assim que o bebê aprende a se aproximar e a criar empatia – e adquire o que chamamos mais tarde de “inteligência emocional”. A melhor hora de colocar a criança na escola é a partir dos 3 ou 3 anos e meio. O certo é começar com três manhãs por semana de jardim-de-infância, com atividades educativas. Isso é bem diferente de deixar a criança todos os dias numa creche de período integral.

ÉPOCA – Qual a importância da adaptação escolar no aprendizado da criança?
Biddulph
– Estudos sobre estresse e níveis de cortisol no sangue mostraram que bebês na fase de aprender a andar sofrem o dobro de estresse quando são separados da mãe e inseridos numa creche. Foi constatado que por meses o nível de cortisol se mantém alto. Sabemos que cortisol elevado faz mal, porque atrasa o desenvolvimento do cérebro, atrapalha o sistema imune e até reduz o crescimento. Os estudos constataram que as crianças que aparentavam bem-estar, na verdade, permaneciam estressadas – elas aprenderam a esconder a emoção e a lidar com ela. É importante lembrar que, nessa fase, a idade e o preparo são cruciais. O que pode ser valioso e excitante para uma criança de 5 anos pode ser devastador e traumático para outra de 1 ano e meio. Desenvolvimento infantil é isso: a coisa certa na hora certa.

ÉPOCA – Pesquisas demonstram que as crianças se desenvolvem melhor quando são estimuladas a ganhar independência. Como oferecer a elas essa oportunidade sem prejudicá-las?
Biddulph
– Dos 3 anos em diante, elas começam a brincar socialmente. Antes disso, elas na verdade vêem outras crianças mais como fontes de concorrência e ameaça que como companhia. Quem brinca com as crianças pequenas são as mais velhas ou os adultos. Você não vê bebês tomando conta uns dos outros. Eles apenas brigam. Forçar essa interação social pode atrapalhar o aprendizado, de acordo com estudos internacionais que acompanharam milhares de crianças. Eles descobriram um fator de risco triplo: as muito novas que vão à creche com freqüência e passam muitas horas ali se tornam agressivas, ansiosas e desobedientes. E perdem o vínculo com a mãe. É importante ver isso em perspectiva. O número de crianças “desajustadas” cresce de 6% (em lares de bebês criados em casa) para 17%, nesses casos. Os pesquisadores acreditam que provavelmente toda criança criada em creche é de alguma forma prejudicada. Mas não criemos pânico. Pôr seu filho numa creche não é crime, mas é uma opção menos valorosa.

ÉPOCA – O que há de errado com as creches?
Biddulph
– Para algumas crianças, pode ser uma experiência triste e danosa. O que se aprende nos primeiros anos de vida é a socialização: como confiar, se sentir seguro e ser alegre. Esse aprendizado é precioso demais para colocá-lo em risco no ambiente caótico de uma creche, barulhenta, com crianças demais. As creches estão distantes da imagem idealizada que elas vendem. A equipe muitas vezes é desqualificada, e os profissionais mais atenciosos costumam estar ocupados e estressados. Ali, as crianças são tratadas como grupo e não podem ser amadas ou cuidadas individualmente. As interações amorosas que elas têm com a mãe e o pai centenas de vezes por dia acontecem menos de 20% do tempo na creche. Estudos com gravações em vídeo mostram que bebês nessa situação acabam desistindo de pedir atenção e tornam-se depressivos. Ficam quietos e aí são considerados bons bebês.

ÉPOCA – Como pais que trabalham o dia inteiro podem dar atenção suficiente aos filhos pequenos?
Biddulph
– O direito à maternidade e à paternidade é uma questão de justiça social. Em algumas sociedades, como nas Filipinas e na África do Sul, os pais são forçados a viver longe dos filhos por razões econômicas. É muito triste. Essa é a tragédia da industrialização. Em todo o planeta, famílias têm sido devastadas por modelos assim. Na vida em comunidade e nas aldeias indígenas, as famílias ficam unidas durante o dia. Os avós são tão bons quanto os pais, e parentes fazem um trabalho melhor que qualquer creche na maior parte dos casos. É por isso que estou fazendo campanha. Até as pessoas mais ricas têm seu papel nessa mudança, pois dão o exemplo. Nos países ricos, são os ricos que põem suas crianças em creches e têm menos tempo para cuidar delas. As pessoas pobres detestam ficar separadas de seus filhos e tendem a preferir que um membro da família tome conta das crianças enquanto trabalham.

ÉPOCA – O senhor está sugerindo que mães que colocam seus filhos em escolas os amam menos?
Biddulph
– A oferta de babás baratas para mães ricas nos países em desenvolvimento é uma tentação. Enquanto a mãe cuida da casa, a babá cuida do bebê. Como o bebê interpreta isso? Como se ele fosse tão importante quanto a faxina? Ser mãe ou pai não é coisa fácil: é algo para aprender. Se deixar a criança em uma creche for inevitável, os seguintes fatores devem ser levados em conta: quanto menos crianças por cuidador, melhor; equipe perene (para uma relação estável) e cuidadores bem pagos (para que eles se sintam bem ali). Minha pesquisa mostrou o efeito das horas em uma creche sobre as crianças. Até 1 ano de idade, não se recomenda creche por nem um minuto. Até os 2 anos, dois dias curtos (meio período) por semana. Até os 3 anos, três dias curtos por semana são aceitáveis.

ÉPOCA – Em seu livro, o senhor afirma que “tudo de que os bebês precisam é amor”. Como eles experimentam esse amor?
Biddulph
– Amor tem a ver com tempo. Quando você vê um pai amável com seu filho de colo, o tempo escoa, parece lhe restar todo o tempo do mundo. A pressa é inimiga do amor, porque o corrói e destrói. Temos de combater isso para proteger pais e filhos do estresse. Quando somos amados, nossas emoções são apaziguadas. Há muita risada, música e cantoria. Aprendemos a nos recuperar do estresse rapidamente. É difícil tornar-se amável sem ter passado por essa experiência. E a melhor fase para sentir isso é na primeira infância, nos braços dos pais. É quando se desenvolve a parte do cérebro que ama: o córtex frontal, que reconhece um sorriso, aprecia um afago, vê o mundo como seguro e interessante.

Steve Biddulph publicou obras como: Criando Meninos, O Segredo das Crianças Felizes, Momentos Mágicos com Seus Filhos, Filhos: Nossa Imortalidade e, o mais recente, Criando Bebês Felizes, em que condena creches para bebês.

Agora condivo vocês a comentarem sobre o assunto...Você concorda com o Autor? Acha mesmo que a criança na escola antes dos 3 anos é um erro?



Escrito por Lívia Costa às 17h30
[] []



 

Qual a idade ideal para ir à escola?

Muitos pais e Educadores se fazem essa mesma pergunta, mas até hoje ninguém soube dizer ao certo qual a melhor idade para seu filho ou qualquer outra criança ir à escola.

Talvez porque, de fato, não há uma "idade ideal".

Existem necessidades, tanto da família como da própria criança.

Necessidades sociais, psicológicas, físicas e etc, que levam pais e educadores a se questionarem quanto a isso.

Hoje em dia é grande o número de pessoas que trabalham em turno integral e precisam encaminhar seus filhos à escola.

Porém cabe a cada familiar ter clara a função da escola na vida da criança.

A criança não deve ser depositada na escola pela manhã e retirada a noite.

A escola não vai substituir a impotância da família, ela é apenas um complemento dela.

Nos dias de hoje temos acesso fácil a diversas informações.

Podemos buscar referências nas mais diversas ciências, como por exemplo a Pedagogia, que nos diz que a Escola favorece o desenvolvimento infantil desde muito cedo pois trabalha a socialização, o desenvolvimento cognitivo e etc.

Já a Medicina defende que a criança necessita de um certo amadurecimento físico, do sistema imunológico e o desenvolvimento da linguagem, sendo ideal a criança ir para a escola com 3 ou 4 anos de idade.Podemos dizer então que cabe a cada família decidir, partindo de suas opções.

O importante é o bem-estar da criança e a segurança da família.

Tratar com seridedade o assunto é um dos primeiros passos.

A família precisa se sentir segura com relação a escola e confiar naqueles que dela fazem parte.

Também cabe lembrar que essas duas envolvidas, família e escola, devem estar em comunicação e socializarem para um melhor desenvolvimento da criança.

 



Escrito por Lívia Costa às 21h16
[] []




[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]